Como os traumas da infância afastam você da sua essência
- Karina Barbosa
- 20 de mai.
- 2 min de leitura

Muitas das dores que carregamos não começaram na vida adulta. Elas nasceram muito antes - nas experiências emocionais e traumas da infância que vivemos, nos vínculos que moldaram nossa percepção de amor, pertencimento e valor. Talvez até antes disso - no útero da sua mãe ou nos padrões e nas dores emocionais transmitidos através das gerações.
Você veio ao mundo e precisou encolher a sua autenticidade, começou a se sentir confuso, pois seus pais, seus cuidadores - lidando com as próprias dores, traumas e incapacidades - não conseguiram te oferecer a segurança emocional que você, tão pequenino e vulnerável, precisava.
Você começou a se sentir desamparado, abandonado, incompreendido. E precisou se adaptar, se encolher, se calar. Aprendeu que havia algo de errado com você.
E assim você cresceu: não sendo quem você é, sentindo-se diminuído, desvalorizado, não amado, incapaz. E a sua verdade foi se encolhendo cada vez mais, debaixo de tanta dor e medo.
E você fez escolhas que não honravam a sua verdade, mas que cabiam perfeitamente nas expectativas dos seus pais, da sua família, da sociedade. Você passou a viver a partir da dor, em vez do amor, negligenciando suas próprias necessidades em prol dos outros ou impondo a sua vontade à força.
E debaixo da dor insuportável e sufocante de não ser quem você é, estava e está a sua essência, a sua parte mais sábia - encolhida, desprezada, não vista. A sua essência é a sua alma, sua parte criativa, expansiva e amorosa. A sua alma, ou o seu Eu Superior, te ama incondicionalmente. Nunca desiste de te ver brilhando.
E segue chamando a sua atenção - a princípio de forma sutil - tentando fazer com que você se lembre do quão maravilhoso você é. Até que você não consegue mais ignorar esse chamado, porque a sua vida começa a ficar muito desconfortável. E esse desconforto é a sua alma não desistindo de você.
Então chega um momento em que dói muito mais não olhar para onde você tem medo de olhar. E você olha para a vergonha, para a culpa, para a raiva, para o desespero, para a dor.
Você permite que essas partes que são suas, sejam vistas. Você as acolhe. Você as ama. O amor que seus pais não puderam te dar, você passa a se dar.
E você começa a perceber que, à medida que integra essas partes e aprende com elas, a sua alma começa a se expandir.
Cada choro de dor liberado é alma expandida.
Cada grito de raiva expressado é alma expandida.
Cada palavra de verdade dita é alma expandida.
A dor diminui. A alma expande.
E então você se lembra que é para isso que você está aqui: para se lembrar que você é alma sendo e estando humano, e que pode criar a sua vida a partir dessa energia expansiva e criativa, e não a partir do medo.
Sua alma sempre sabe o caminho de volta. Escolha escutá-la.



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